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03/09/2013

Yane Marques, prata no Mundial, quer trabalhar ponto fraco rumo aos Jogos Rio 2016

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O sorriso de Yane Marques nunca esteve tão farto. Nas últimas horas, ela tem enfrentado uma maratona de entrevistas “mais cansativa que a sequência de cinco provas (de esgrima, hipismo, tiro, natação e corrida) do pentatlo moderno”. Mas não reclama. O clima é de muita festa. O motivo disso tudo? A pernambucana segue sua trajetória vitoriosa no esporte, trazendo resultados expressivos para o Brasil. Pouco mais de um ano após faturar o bronze nas Olimpíadas de Londres, em 2012, a atleta de 29 anos celebra agora a conquista da medalha da prata no Campeonato Mundial da modalidade, em Taiwan, no último fim de semana. Um feito inédito que colocou o Brasil na oitava colocação no quadro geral e que a faz sonhar com a glória máxima nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, porém sabendo que precisa melhorar alguns fundamentos, especialmente seu ponto fraco: o combinado (tiro esportivo e corrida).

“Foi gratificante demais. É uma competição muito forte. Ser consagrada ao final da temporada com a prata é estimulante demais para brigar por mais nas Olimpíadas no Rio de Janeiro. Mas ainda falta muita coisa. Posso melhorar aspectos técnicos e táticos. O combinado é um exemplo. É a prova que eu sempre busco melhorar. Preciso melhorar na corrida. Isso é bom porque assim vejo que posso buscar um resultado ainda melhor no Rio de Janeiro”, destacou Yane, que desembarcou em Recife (a 377km de Afogados da Ingazeira, sua terra natal).

O desempenho em Taiwan foi o melhor da carreira da brasileira, que até então havia conseguido apenas a sexta colocação em Mundiais (em 2010, na China, e 2012, na Itália). Na competição, realizada em Kaoshiung, segunda maior cidade do país asiático, Yane começou a decisão em 11º, na esgrima. Com a natação, conseguiu buscar a nona colocação. Já no hipismo, conseguiu ser a nona melhor e saltou para a sétima posição no geral. No combinado de tiro esportivo e corrida, ela surpreendeu ao ser a terceira mais rápida, pulando para o segundo lugar geral depois de ultrapassar cinco rivais na classificação.

O ouro ficou com a lituana e campeã olímpica Laura Asadauskaite. Apesar do bom resultado no combinado, a pernambucana entende que falta um pouco mais de capricho. “No pentatlo, todo mundo tem uma prova que faz pior que as demais. Isso é natural e totalmente compreensivo. No meu caso é o combinado. No caso da campeã olímpica é o hipismo. E assim vai. Estou trabalhando com muito foco nessa prova, justamente por identificar nela um ponto a ser melhorado. Em 2016, teremos muitas atletas em condições do ouro. Quero chegar na competição sabendo que estou no auge da minha forma física e dar o meu melhor.

A preparação para uma Olimpíada não começa no ano anterior a ela, embora contar com a torcida a favor pode ser um diferencial.”


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