A seu ver, o que é preciso fazer para incentivar as categorias de base de modo geral ? Scampini. Mostrar o excelente caminho que pode ser construído na vida de um jovem pela prática do hipismo, formando grandes e duradouras amizades, moldando o caráter e outras qualidades. Os jovens aprendem que é possível com uma conduta ética, foco e aproveitamento do aprendizando técnico ser um bom cavaleiro / amazona, mantendo a prática da atitude, disciplina e dedicação. Com isso chegam os contínuos desafios e a seguir as conquistas. A série Salto para Iniciantes vem sendo criticada por muitas vezes segurar os jovens atletas. Você acredita em um caminho para acelerar e/ou melhor o processo de acesso às categorias de base de alto rendimento? Acha que o julgamento de estilo - por exemplo no modelo do hunter americano - poderia ajudar ? Scampini. A série Salto para Iniciantes está atualmente passando por série de discussões em grupos de trabalho, tanto na Hípica Paulista em que faço parte, como na FPH, CBH e certamente em muitas outras entidades no Brasil. Queremos criar um modelo que desenvolva o iniciante e como assim nas escolas de graduação seja estabelecido um currículo a ser aplicado por todos os instrutores, passando por um tempo máximo adequado para cada passagem / nível de categoria. Sem dúvida o julgameno de estilo deveria fazer parte nas avaliações de resultados, pois o "montar corretamente", de forma adequada a preparar o cavaleiro / amazona não se traduz somente em vitórias. Mas em estilo, técnica, controle e assim por diante. Cada vez mais a cultura hípica faz com que os pais aqui no Brasil entendam essa mudança necessária para a preparação dos jovens montarem com técnica e estilos adequados sem se preocupar em ganhar a prova, mas acima de tudo em formar uma boa base para que os jovens evoluam com segurança e técnica e possam se tornar grandes cavaleiros e amazonas no futuro. Por fim, quais as suas expectativas para a Copa das Nações em Wellington. Além da palestra, pode adiantar algum outro ponto em especial ? Scampini. Este ano já carregamos a experiência de outras copas anteriores com bons resultados. Os outros países também estão se preparando para o vencer o Brasil com compras de cavalos e seguindo o formato de preparação brasileiro o que torna o campeonato mais competitivo esse ano. Mas nossas equipes estão preparadas pelos seus instrutores e pelo nosso treinador das equipes de Salto Caio Sérgio de Carvalho, que faz um trabalho irretocável, paciente e de muita dedicação, emprestando sua longa e vitoriosa experiência para o desenvolvimento desses jovens e talentosos atletas." />

Notícias

12/02/2015

Brasil chega forte à 3ª edição da Copa das Nações da Juventude nos EUA

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Nata jovem que busca tricampeonato na categoria Junior, o bi na Mirim e o inédito título Young Riders terá palestra com o técnico José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico de volei. Constantino Scampini, diretor das categoria de base, analisa o bom momento da nata jovem do hipismo brasileiro.

Está chegando a hora. Em 28/2, a nata jovem brasileira da modalidade disputa a 3ª edição da Copa das Nações da Juventude no Winter Equestrian Festival, no Palm Beach International Equestrian Center, em Wellington, na Flórida (EUA). O time de Juniores (14 a 18 anos) briga pelo tricampeonato consecutivo, na categoria Mirim (12 a 14 anos) o Brasil acumula um Ouro e Prata, respectivamente, em 2013 e 2014 e na Young Riders (16 a 21 anos), o Brasil garantiu o Bronze em 2013.

Formam o time Mirim: Carlos Eduardo Zaniboni de Assumpção / Rima TW, Felipe Menezes / Palm do Anjo, Pedro Malucelli Egoroff / Anton 640 e Thales Gabriel de Lima Marino / Quadrille Du Quick / Balla 12 – FPH, todos de São Paulo. Já na categoria Junior estão escalados o goiano Alberto Bento Sinimbu / Sharapova, as paulistas Giulia Dal Canton Scampini / Keep On Fighting e Sarah Rocha Vasconcellos / Wartagena e brasiliense Gilberto Keiji Haraguchi Jr / Atlanta VII.

Já na categoria Young Riders, o Brasil conta com André Reichmann / Elle de Laubry e João Victor Castro Aguiar Gomes de Lima / Wamira, ambos em atividade na Europa, a amazonense Yasmin Almendros / Piaf de Quintin e o paulista Luís Antonio Piva Filho / Zaterdag.

Para falar um pouco sobre a preparação e expectativas na reta final da competição, o portal da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) conversou com o empresário Constantino Scampini, diretor das categorias de base da CBH que ao lado do Coordenador da equipes de Salto, o cavaleiro olímpico e treinador Caio Sérgio de Carvalho e equipe, acompanha a evolução dos jovens talentos nas competições nacionais e internacionais.

Pelo terceiro ano consecutivo, você acompanha e atua com diretor das categorias de base nas bem sucedidas campanhas do Brasil na Copa das Nações em Wellington e Americano e Sul Americano da Juventude. A seu ver, qual o principal legado ?

Constantino Scampini. Nosso legado será criar nessa nova geração de grandes talentos a cultura de espírito de equipe, união, respeito, competitividade e disciplina, representando nosso país cada vez mais preparados. Inserir o Brasil no cenário mundial das categorias de base como um dos melhores e mais bem preparados do hipismo internacional. Queremos garantir e preparar para o futuro uma geração diferenciada, experiente, técnica e psicológica bem treinada para as grandes competições internacionais.

Em 2015 haverá uma palestra para as equipes brasileiras em Wellington com o técnico de vôlei José Roberto Guimarães, único tricampeão olímpico com a seleção masculina em Barcelona 1992 e feminina em Pequim 2018 e Londres 2012. Quais os detalhes dessa importante iniciativa ?

Scampini. A ideia de levar alguns nomes de expressão para conversar com nossos atletas já vem sendo trabalhada há algum tempo. Felizmente esse ano, com a ajuda do nosso experiente cavaleiro Bartholomeu Miranda, o Totty, que entrou em contato com o Zé Roberto para se juntar a nossa delegação e ele pronta e gentilmente aceitou o convite. Com isso, conseguiremos levar para esse jovens, atráves da palestra com ele, um pouco da grande história de conquistas, determiniação, sucesso e experiência de um maiores nomes do esporte olímpico mundial.

A cada ano o processo seletivo para o Americano e Sul Americano reune a nata jovem do hipismo brasileiro. Alguma novidade ou mudança nesse ano ?

Scampini. A única mudança está no Campeonato Brasileiro que teve um pequeno ajuste no regulamento (clique aqui).Este ano também mudamos a 1ª Etapa que seria agora em março para final de abril com o objetivo de dar mais tempo para que atletas que subiram de categoria, bem como queles com novas montarias tenham mais tempo e folga para suas adaptações.

O custo envolvido para disputa no EUA é bastante elevado. Como está o apoio financeiro?

Scampini. Este ano, os valores estimados por conjunto na Copa das Nações é de U$ 25 mil, ou seja, para 12 atletas (três equipes) é de US$ 300 mil. Para viabilizar a ida de uma completa, a CBH e o nosso grance parceiro e colaborador venezuelano Hollow Creek Farm irão subsidiar aproximadamente 85% deste valor, ficando um pequeno valor residual de aproximadamente US$ 3,5 mil por conjunto a cargo dos pais e/ou proprietários dos cavalos.

Há rumores que o Americano e Sul Americano 2015 pode mudar para o Brasil. Isso confere?

Scampini. Houve uma solicitação da Argentina junto a FEI para realizar o evento em 2015 em Buenos Aires ou no Haras El Capricho. Porém até a semana passada ainda não haviam assinado. Foi quando sugeri ao nosso presidente da CBH Luiz Roberto Giugnti, que caso a Argentina não confirmasse, nós poderíamos conversando com os pais tentar trazer o evento para o Brasil este ano, pois os valores para realização do campeonato no país seriam menores que os gastos para enviar uma delegação de aproximadamente 50 pessoas para a Argentina. Porém parece que essa semana, a Federação Equestre da Argentina já se manifestou para realização do evento. Continuaremos no aguardo das definições.

Como pai da amazona Giulia Scampini, duas vezes campeã americana junior e bicampeã pela equipe Junior na Copa das Nações em Wellington, por favor comente sua satisfação em ver seu desempenho e contínua evolução dela.

Scampini. Para nós como pais é inegável a satisfação e o respeito que temos por ela, não só como amazona, mas pelas suas qualidades como ser humano. Agora como observador de sua carreira, acho que ela ainda tem muito a evoluir, aprendendo com seus erros e acertos que fazem parte da carreira hípica. Sempre ouvindo e aprendendo com aqueles que possam acrescentar com seus ensinamentos. Ela doa grande parte de seu tempo e vida ao trabalho intenso com os cavalos, criando uma prática que costumo falar sempre a ela: "Disciplina, Foco e Atitude".

A seu ver, o que é preciso fazer para incentivar as categorias de base de modo geral ?

Scampini. Mostrar o excelente caminho que pode ser construído na vida de um jovem pela prática do hipismo, formando grandes e duradouras amizades, moldando o caráter e outras qualidades. Os jovens aprendem que é possível com uma conduta ética, foco e aproveitamento do aprendizando técnico ser um bom cavaleiro / amazona, mantendo a prática da atitude, disciplina e dedicação. Com isso chegam os contínuos desafios e a seguir as conquistas.

A série Salto para Iniciantes vem sendo criticada por muitas vezes segurar os jovens atletas. Você acredita em um caminho para acelerar e/ou melhor o processo de acesso às categorias de base de alto rendimento? Acha que o julgamento de estilo - por exemplo no modelo do hunter americano - poderia ajudar ?

Scampini. A série Salto para Iniciantes está atualmente passando por série de discussões em grupos de trabalho, tanto na Hípica Paulista em que faço parte, como na FPH, CBH e certamente em muitas outras entidades no Brasil. Queremos criar um modelo que desenvolva o iniciante e como assim nas escolas de graduação seja estabelecido um currículo a ser aplicado por todos os instrutores, passando por um tempo máximo adequado para cada passagem / nível de categoria.

Sem dúvida o julgameno de estilo deveria fazer parte nas avaliações de resultados, pois o "montar corretamente", de forma adequada a preparar o cavaleiro / amazona não se traduz somente em vitórias. Mas em estilo, técnica, controle e assim por diante.

Cada vez mais a cultura hípica faz com que os pais aqui no Brasil entendam essa mudança necessária para a preparação dos jovens montarem com técnica e estilos adequados sem se preocupar em ganhar a prova, mas acima de tudo em formar uma boa base para que os jovens evoluam com segurança e técnica e possam se tornar grandes cavaleiros e amazonas no futuro.

Por fim, quais as suas expectativas para a Copa das Nações em Wellington. Além da palestra, pode adiantar algum outro ponto em especial ?

Scampini. Este ano já carregamos a experiência de outras copas anteriores com bons resultados. Os outros países também estão se preparando para o vencer o Brasil com compras de cavalos e seguindo o formato de preparação brasileiro o que torna o campeonato mais competitivo esse ano.

Mas nossas equipes estão preparadas pelos seus instrutores e pelo nosso treinador das equipes de Salto Caio Sérgio de Carvalho, que faz um trabalho irretocável, paciente e de muita dedicação, emprestando sua longa e vitoriosa experiência para o desenvolvimento desses jovens e talentosos atletas.


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